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domingo, 3 de agosto de 2008

E a culpa é de quem?

Olá pessoal,

depois de um longo período sem postar estou voltando ao meu ritmo normal de posts.
O assunto principal desse post é exatamente o motivo pelo qual eu fiquei tanto tempo sem postar: "O Trabalho". Todos na área de informática querendo ou não já passaram pelo fato de ter que trabalhar bem além do esperado para suprir o prazo de algum projeto. Você que trabalha com pesquisa, suporte, desenvolvimento no ritmo de fábrica (como eu) ou qualquer assunto relacionado a área de TI está sujeito a ter que fazer o chamado "dar o gás", "fazer o algo a mais" ou os outros nomes que são dados a isso. Embora alguns digam que está errado, ou que isso é culpa de nós analistas que não sabemos impor nossas vontades, eu sinceramente acho que isso faz parte da profissão, e que querendo ou não sempre irá acontecer.

O que eu realmente quero discutir nesse post é: Quais são os fatos que levam os prazos dos projetos a não serem suficientes?
Voltando ao meu exemplo, no mês de julho eu trabalhei 28 dos 31 dias, fiquei lá depois das 22 horas uns 15 dias e virei noites em 5 dias, sendo que dois desses dias era final de semana. O que leva um projeto calculado com tanta precisão pelo gerente de projetos a ser um fiasco dessa forma em termos de prazo? Nós, como representantes da fábrica de software (desenvolvimento e testes) somos a ponta do Iceberg, realmente o fim da linha, depois que o projeto passa por nós é direto para homologação no cliente. No caso desse projeto que já chegou até nós atrasado, de quem foi a culpa? Da análise? dos projetistas? O gerente calculou mal?

Se fosse apenas isso seria "normal", mas no caso desse meu projeto fatores externos fizeram que um projeto relativamente simples com meros 300 pfs (pontos de função) se transformasse em um caos total. Nesse caso, uma série de infelizes coinscidências como troca da nossa equipe de análise, troca da equipe do cliente também e pessoas com pouca experiência fizeram com que esse projeto QUASE não desse certo (Digo quase porque nós conseguimos entregar o projeto antes do prazo acordado com o cliente).

No caso desse projeto, foi apenas isso, uma série de infelizes acontecimentos que fizeram dele um fiasco em termos de planejamento, mas é importante que as empresas entendam que embora isso possa acontecer, não é possível fazer desse tipo de projeto uma realidade. A equipe desse projeto se desgastou demais, a vida pessoal fica comprometida (Minha pequena tadinha, sentindo a minha falta), minha casa parecia um hotel pra mim pois eu ia dormir umas horinhas e voltava para o trabalho além de no dia da entrega eu chegar do trabalho quando meu pai estava saindo para ir para o trabalho dele....

Vou colocar uma enquete aqui pois gostaria de saber outras opiniões....

Abraço pessoal...

Até logo (Espero...)

OBS: Obrigado a Sr Emanuel pelo desconto nas pizzas que agente pedia nos sábados e domingos a noite...
www.bardaue.com.br

sábado, 12 de abril de 2008

Tendências - Fábricas de Software

Definição segundo a Wikipedia do nosso tema de hoje:

"...Fábrica de Software é um conjunto de Recursos (Humanos e Materiais), Processos e Metodologias estruturados de forma semelhante àqueles das industrias tradicionais, utilizando as melhores práticas criadas para o processo de desenvolvimento, testes e manutenções dos softwares..."

http://empregosinformaticabahia.blogspot.com/

Muitas vagas abertas mais ninguém para atendê-las...

Anteriormente quando eu não trabalhava em uma fábrica de software, eu pensava que em uma fábrica havia os RECURSOS (pessoas) mais especializados nas mais diversas TECNOLOGIAS, que os PROCESSOS eram muito bem definidos e as fases (segundo a engenharia de software) seriam muito bem distintas. De fato, isso ocorre e provavelmente no futuro os processos serão ainda mais rigidos buscando sempre a qualidade do produto/serviço gerado e a engenharia de software mais bem implementada.

Essa tríade (RECURSOS,PROCESSOS e TECNOLOGIAS) integrada por uma gerência eficiente é o fruto do sucesso em uma FSW(Fábrica de software). Contudo uma FSW não é o lugar para o desenvolvedor no fim da faculdade. Para fábrica não interessa que o desenvolvedor saiba Gerência de projetos com PMI, saiba fazer análise ou documentação, para uma FSW basta que o desenvolvedor sente e programe até o final do seu expediente com o máximo de produtividade possível. Essa análise pode refletir o porque existe uma rotatividade grande de recursos especializados de empresas grandes que adotam o padrão FSW para empresas menores.

E é justamente sobre os "recursos especializados" que hoje eu resolvi abrir mais uma vez a série tendências do meu blog. Em conversa com um dos meus professores, (Márcio Freire, citado no post Começo de Carreira) ele me falava sobre o que ele acha que será o futuro das fábricas de software. Em sua narrativa ele começa com o seguinte exemplo: "Se imagine você um bom estudante de algum colégio público passando pelo seu segundo ou terceiro ano do ensino médio, imagine que sua mãe é lavadeira ganhando 120 reais por mês e seu pai já saiu de casa a muito tempo. Imagine que uma fábrica de software te dá treinamento de lógica e mais alguns conceitos que você precisa pra começar a produzir alguma coisa, te pagando 500, talvez 600 reais para que você faça o que meu recurso especialista faria por R$1500/R$2000.". Você (estudante) está feliz pois vai conseguir ajudar em casa, você empresa consegue diminuir custos e ainda fica com uma imagem social muito bem esculpida, ou seja, todos ganham.

Eu acho que isso realmente é o futuro, e ainda vejo mais um lado bom (...) Minha geração que hoje desenvolve vai gerenciar todo esse pessoal o que pode levantar a bahia no cenário de informática no Brasil e no mundo além de ser um grande BUMM nos cargos que as pessoas ocupam hoje e com certeza vai mudar a cultura de muitas empresas. É claro que muitas perguntas tem que ser respondidas pra que isso aconteça, exemplo:

- Se o nível dos desenvolvedores cai, isso não vai de encontro ao requisito Qualidade?
- E a regulamentação da profissão, cadê o sindicato (eles não servem de nada mesmo)?
- Se as empresas começarem a buscar profissionais nas escolas em vez das universidades não vai faltar emprego para os recém-formados? (Essa foi para os muito pessimistas, mas não se preocupem pois ainda haverá vagas para todos)

Eu realmente gostaria de ver isso acontecendo.
Vamos esperar pra ver...
Abraços pessoal.

OBS: Gostaria de agradecer a alguns internautas que vem acessando o meu blog. Obrigado mesmo pessoal.