Como todos sabem no dia 19/05 eu participei do evento realizado pelo inforum. Foram convidados os coordenadores de todas as faculdades de Salvador, além de secretários de Tecnologia e Comunicação. Muito inteligentemente na minha opinião, o intuito dos debates foi fomentar a discussão sobre temas relevantes em nossa área e temas que não são diretos a Informática, porém ainda assim de grande relevância.
Srtª Rubia Carvalho, Diretora de Fomento às Tecnologias de Informação e Comunicação falou bastante sobre as atuais políticas de capacitação profissional em informática das pessoas nos interiores da Bahia (Idéia já discutida por mim aqui antes. Clique aqui para ver o post). Ela citou o uma seleção em uma escola pública que tiraria alguns alunos dos 900 que foram inscritos na seleção. Segundo ela com muito esforço sobraram 116, e apenas porque decidiram reduzir a dificuldade do critério de escolha para que sobrasse alguém. O coordenador dos cursos tecnológicos em logística da Unifacs (Me perdoe por não colocar o seu nome, mas eu não me recordo) citou a possibilidade da qualidade do produto gerado por essas pessoas poder ser inferior ao de um profissional capacitado pelos métodos acadêmicos.
Foi feito um questionamento em relação a seleção feita nas escolas, como poderiam conseguir alunos capacitados se a educação de base no Brasil é tão deficiente? Sr Rúbia não pode responder, dizendo ela que não poderia responder que atividades estavam sendo feitas na educação de base e que isso é trabalho da SEC (Secretaria de Educação), o que pareceu que não há uma integração entre as secretarias, mesmo elas trabalhando em por um motivo comum.
O coordenador da Unifacs ainda deu uma sugestão de que ao invés de um trabalho paralelo ao das faculdades, o governo poderia entrar como facilitador para que essas pessoas acessem o ensino superior e possam ser capacitadas por quem realmente sabe fazer isso, que são as faculdades. É nessa parte que entra o tema que eu e Kenneth defendemos: A educação tecnológica como facilitadora na formação de mão de obra especializada.
Kenneth falou sobre como os cursos tecnológicos vem crescendo no brasil, entretanto ainda são apenas ~12% dos cursos de graduação hoje. Eu falei um pouco da minha experiência como discente do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da FJA, falei sobre o "preconceito" que eu já sofri como tecnólogo mas mostrei como o jogo vem mudando de uns tempos pra cá. Falei de um exemplo muito bom que é a CPM Braxis que não tinha nenhum tecnólogo antes da chegada de um colega meu Rafael Maia. Ele é meu colega de sala e de TCC, além de ser fera em informática,e com a sua chegada fazendo um bom trabalho, abriu as portas pra mim e agora já há mais um trabalhando conosco na CPM.
Assim como os debates citados acima, houveram outros temas interessantes que foram discutidos e colocados na ata para que possam ser tratados.
A experiência foi realmente rica pra mim. Ruim só foi que eu fui todo social e o pessoal no trabalho fica perguntando se eu fui fazer entrevista (huauhhhsuahuhshahauHSUHHHSSuahuUHAU).
Abraços galera....
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terça-feira, 20 de maio de 2008
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